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Um pouco do velho ainda mais novo

3 Apr 2017

Sem rugas na cara, o Estopim voltou. Não foi preciso Botox, nem mesmo lipoescultura, só foi necessário que ele tivesse seu próprio espaço, este lindo, estupendo, catedrático, magnânimo site sem nenhuma extensão de blog em seu endereço. De azul temporário, se fez vermelho de novo, trocou de cara e casaco, de cabelo e cavaco. Trocou estética e ganhou corpo, mas apesar de todos esses detalhes, não pode apresentar-se como O novo, afinal, ainda carrega aquela malinha velha e estropiada da época do blogger, que preserva dentro de si um legado já meio velho.

 

Há um quinquênio, aquele ido Estopim, aparentemente sem pólvora, estourou nas mãos de irresponsáveis crianças. Foi cuidado como uma fagulha na palha, segurado entre as palmas de um ou três sujeitos. Enquanto, de um lado, alguns sopravam, de outro, poucos tentavam segurar a pequena chama. Hoje aquela estopa já é retalho e está crescidinho. Da até de acender um cigarro sem risco que se apague. Diz-se por aí, que ele chamusca as mentes de jovens imaturos.

 

Seja atento! O Estopim não sabe e nunca soube se explicar. Desculpa, pois, não vai ser agora. O Estopim nasceu, cresceu, se projetou, se aventurou, se iludiu e se frustrou. Aprendeu, corrigiu e seguiu sem nunca saber exatamente o que era. Pedimos assim que não se sinta ofendidinho ou traído. Nossos gestos podem e devem parecer o ponto fora da curva, mas nosso problema é que não sabemos em que ponto nem em qual curva.

 

Talvez por isso o Estopim agora seja coletivo. Como sempre foi. Não. Quer dizer, sim. Bem, ele sempre quis ser, mas não sei. Atuamos em formiguinha, deliberamos em alcateia e pretendemos ir mais longe com um calhau de gente junto, por que não, dentro de uma Kombi?

 

Permanece crítico o pensamento, isso podemos dizer. Nossa motivação é oferecer ao leitor o jornalismo em sua forma mais pura. Por favor, não confundir pureza com tradicionalismo. Exigimos seu tempo, sua atenção e, principalmente, sua sagacidade. Portanto, para começar, tem que entender o que isso quer dizer.

 

Ideias que tínhamos ontem reafirmamos hoje, mesmo incertos do sucesso da receita. Todavia cá estamos de volta. Trazendo, nesse lançamento, algumas de nossas memórias em forma de velhos textos, com a promessa de sempre tapar buraco com eles. Pois em verdade, nunca nos fomos. Em dados momentos, o Estopim exibiu-se vulcânico, logo depois, pareceu inofensivo feito palito de fósforo. De um jeito ou de outro, agora voltamos. E a partir daqui, gradativamente, traremos conteúdo inédito. Estamos aqui, com um endereço fácil de se encontrar. Então: pare, respire, leia, atente e decifre! Pois não vamos facilitar.

 

A Patota

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