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Ativismo político em alta

27 Nov 2017

Protesto Guarani no TICEN

 

Ativistas da causa indígena se reuniram em frente ao TICEN, na última quinta-feira, 23 de novembro, em protesto contra os atentados que a aldeia Itaty, localizada no Morro dos Cavalos, vem sofrendo nas últimas semanas. No feriado de Finados, Ivete Antunes, mãe da ex-cacique Kerexu Yxapyry, teve sua mão decepada por golpes de facão por dois adolescentes indígenas.

 

 

Os militantes e indígenas suspeitam que o crime tem ligação com a gente externos a aldeia e interessados na saída dos indígenas da região. Depois do atentado muitos apoiadores se organizaram em defesa dos indígenas oferecendo apoio psicológico, comida, gasolina e vigília para proteger a aldeia dos juruás, os brancos maus. Segundo a ativista Flora Neves, muitos apoiadores estão ajudando dentro das suas possibilidades.

 

A ideia foi realizar um primeiro ato com muita arte e música para chamar atenção do povo de Florianópolis sobre o que está acontecendo com os nossos irmãos indígenas do Morro dos Cavalos. Muitas pessoas já o apoiavam, mas a ideia agora é unir cada vez mais forças nessa defesa e principalmente que a gente chame atenção da Justiça para que eles intervenham e investiguem quem foram os mandantes do crime contra a Ivete. Nós temos certeza de que os executores foram induzidos e pagos. Há indícios disso nos depoimentos deles. Precisamos que seja investigado quem foram os verdadeiros mandatários e que seja aberto um inquérito na Polícia Federal, que tem a responsabilidade por atuar dentro de uma terra indígena em vez da polícia civil”, ressalta Flora.

 

Espero poder enxergar

 

A performance “Espero Poder Enxergar” foi exibida pela primeira vez na última terça-feira, 21 de novembro, no Centro de Florianópolis. O diretor do espetáculo, Alisson Feuser, escolheu as ruas da cidade como palco a fim de que a causa LGBT seja vista. Feuser é aluno do curso de teatro da UDESC e o espetáculo, para ela, também  funciona como uma denúncia da violência inflada pela homofobia. Na performance, a atriz Thaís Putti representa o luto, dor e a angústia dos LGBTs que apanham e são assassinados diariamente. Ela é seguida por outros atores, todos LGBT, com bonecos e bonecas em mãos.

 

 

A ideia é que o coletivo mostre que esses corpos gordos, LGBT, negros e de mulheres sejam vistos por aqueles que não querem ver. Como eu sou gay, decidi trabalhar essa temática, ainda mais na ilha, ainda mais tratando de questões de violência, que estamos presenciando cada vez mais. Na semana passada, dois amigos meus foram espancados na Lagoa da Conceição, então por essa necessidade de falarmos de pessoas gays, lésbicas, trans, de gente gorda e negra, que surgiu o espetáculo”, explica Feuser.

 

Segundo o diretor, na estreia, houve gente que acolheu a apresentação e conversou com os atores, outros simplesmente olharam e se afastaram.

 

Ideli Salvatti em SC

 

Nesta semana, a equipe do Estopim Coletivo visitou a Assembléia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) para ouvir a líder petista Ideli Salvatti e publicaremos em breve uma entrevista completa com a ex-senadora. No roteiro, temas como a perda do companheiro de partido Eurides Mescolotto, fundador do PT em Santa Catarina e pai dos filhos de Ideli, e informações sobre a retomada da sua atividade política no PT depois que retornou ao Brasil. Apesar de receber pressão do ex-presidente Lula para ser candidata nas eleições de 2018, Ideli diz que sua vontade pessoal é de não concorrer. Ela também disse, entretanto, que em política nunca se diz nunca. 

 

 

Encontro de Anciãos no Senado

 

Também na conversa com a ex-senadora e ministra de Estado Ideli Salvatti, a equipe do Estopim apurou que, em articulação com o senador Roberto Requião (PMDB), será realizada uma Sessão Especial no Senado Federal com políticos que Ideli chama de “anciãos da política”. Segundo a senadora, o debate reunirá parlamentares que atuaram no tema da Soberania Nacional. O evento aguarda o ok do presidente da casa, senador Eunício Oliveira.

 

A aproximação política de Ideli e Requião não é exatamente uma surpresa. Mesmo estando em pólos opostos no atual contexto político, o partido dela, O PT, e o dele, o PMDB, fizeram dobradinha no governo federal antes do golpe que derrubou Dilma Rousseff em 2016. A primeira vista uma anomalia, pode-se considerar natural que alguns quadros desses partidos guardem boas recordações dos tempos de governo e atuem em conjunto. Requião, aliás, foi contrário ao impeachment de Dilma.

 

Nesta segunda-feira, 27 de novembro, Requião está em Florianópolis, onde participa da implementação da Frente Parlamentar Mista Em Defesa da Soberania Nacional e da Eletrosul e de um evento na UFSC sobre a Lei Cancellier, projeto de lei do senador contra o abuso de autoridade.

 

 

Fotos:
Estopim Coletivo

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