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Vozes Alternativas

 

A liberdade de expressão e o direito a diversidade estão em risco em Florianópolis. A Guarda Municipal vem atuando de forma violenta nas greves de trabalhadores, como a da Comcap em julho, comportamento semelhante ao da Polícia Militar em manifestações populares e estudantis. Como não bastasse, a atual gestão municipal desautorizou a realização da parada da diversidade, prevista para ocorrer em 10 de setembro na Beiramar Norte, e reprimiu a realização da Batalha de Rap no Largo da Alfândega em 31 de agosto.

 

Esses episódios de repressão e autoritarismo do Estado reforçam a necessidade de mobilização e participação popular. Ela se tornou ainda mais importante na defesa dos direitos ameaçados pelo grupo que, atualmente, no governo federal, atua com uma política de massacre aos direitos sociais. Uma maior mobilização social também é crucial na luta pelo direito a ocupação dos espaços públicos e na garantia das manifestações culturais da ilha.

 

Vozes Alternativas é uma série de histórias de quem enfrenta a repressão do Estado. É também uma sequência de utopias, de luta, de trabalho e de resistência. É sobre fracassos em algumas batalhas, todavia, jamais em silêncio. É sobre a coragem de idealizar mudanças profundas e se permitir sair da vida sem necessariamente realizá-las. É sobre desobediência civil.

 

Esse editorial lança o especial de setembro do Estopim. Um mês com reportagens sobre movimentos sociais de Florianópolis. Definimos, na redação, alguns grupos ativistas que se esforçam para provocar mudanças - simples e profundas - defender ou buscar direitos, debater os grandes temas nacionais e os problemas que circulam o país e também transitam aqui.

 

Alguns deles estão presentes em outros estados brasileiros, como o Movimento Nacional de População de Rua, outros inseridos no contexto específico da nossa cidade, como o Movimento Ponta do Coral 100% Pública, símbolo local da luta pelo direito à cidade.

 

Os vários braços, ou seja, as inúmeras ideologias dos movimentos sociais são representados na quase sacra ilustração de capa criada por G. Pawlick. A arte evidencia algumas das nossas intenções: queremos ouvir diversos movimentos. Além disso, conhecer e divulgar suas ações. A série não pretende ser totalizante. Não servirá para um completo estudo sobre todos os movimentos que pulsam nos bairros, nas ruas e espaços públicos.

 

Nossa cidade é uma das mais conservadoras do país. Ainda assim, possui um movimento social ativo e articulado. Militantes identificados com diversas agremiações partidárias e também anarquistas. Em comum, trazem a certeza e alimentam a esperança de que um mundo melhor é possível.

 

 

Ilustração:

G. Pawlick / Estopim Coletivo

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