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Um manifesto pela mudança: o sol entrou em Gêmeos

30 May 2017

Eu estava sentada a beira da minha escrivaninha, computador aberto e o feed de notícias do Facebook a passar tolices. De repente uma matéria que parecia interessante diante da enxurrada de artigos desnecessários que tomam conta dessa rede antissocial. Um texto diferenciado, que me causou profunda reflexão e um verdadeiro salto para o sentido contrário a que eu estava me encaminhando.

 

Se for mesmo verdade a existência de diversos futuros possíveis adormecidos, aguardando o nosso ponto de escolha ser acionado, qual caminho eu desejo trilhar e quais emoções eu almejo continuar alimentando? É importante ressaltar que o sol entrou em Gêmeos e isso afeta em muito a vida de qualquer ser humano menos cético, sobretudo se o sujeito for guardião deste mesmo signo.

 

Minha reestreia no Estopim Coletivo nasceu com a coluna “Rasgando o pano”, a qual objetivava trazer à tona questões polêmicas, com ênfase na temática feminista. Eu acho, mesmo, que rasgar o pano é mais que importante: fundamental e necessário. Mas é inegável que também é desgastante cutucar as feridas provocadas pelo patriarcado e pelo capitalismo, ambos desenfreados e a cada dia mais famintos e sedentos por opressão.

 

A todo momento, ainda que muitas vezes de forma inconsciente, eu insisto em problematizar e aguçar meu senso crítico com relação a pessoas e/ou acontecimentos. E, sinceramente, tenho tido outras vontades. Carrego o desejo incansável de focar em outras formas de escrita e acredito que para que eu consiga, de fato, abrir um portal para um futuro possível satisfatório e saltar para uma dimensão que me faça feliz e completa, preciso andar em conformidade com os meus anseios mais entranhados.

 

Quero escrever sobre sentimentos, sobre utopias, pessoas e acontecimentos... Quero uma visão mais romantizada da vida, não necessariamente feliz: pode até ser melancólica, triste e solitária, mas que se preocupe em expor vivências que provoquem algum impacto positivo no outro. Quero compartilhar mais leveza com o leitor, de forma que as sutilezas cotidianas sejam exaltadas e todos os inúmeros problemas sejam abafados.

 

Eu desejo tapar o sol com a peneira, ainda que o Criolo insista que isso é feio demais. Eu quero levar maciez e suavidade para cada pessoa que se dá ao trabalho de parar para ler um texto meu. Geminiana, sempre mudando de ideia, decidi fazer justamente o oposto do que vinha me propondo a fazer: polemizar menos e focar naquilo que a gente está acostumado a desprezar e deixar passar batido. Ainda há tempo de se debruçar sobre a dádiva de estar vivo. E não desperdiçarei esse tempo.

 

 

Ilustração:

Yuhon

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