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Renovação Política entrevista Pedrão

1 Jun 2017

 

Neste mês de junho, mapeamos, selecionamos e queremos apresentar ao eleitor de Florianópolis jovens e novas lideranças políticas que devem figurar nos santinhos das eleições previstas, até o momento, para 2018. Alguns dos personagens que entrevistamos já disputaram e até conquistaram a preferência do eleitor nas urnas, outros não obtiveram êxito na empreitada, mas acumularam capital político e não escondem suas ambições.

 

Ao longo do mês, exibiremos entrevistas com eles e elas, fazendo a todos o mesmo roteiro de perguntas. No intuito de ouvir representantes das mais diversas ideologias, além dos nomes que a redação do Estopim convidou, pediremos indicações a todos os partidos que possuem representação na Câmara de Vereadores de Florianópolis, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina e na Câmara dos Deputados.

 

Este recorte inicial prevê 15 entrevistas, mas não abrange a totalidade dos partidos existentes no país, até porque toda vez que você vai dormir, nasce um partido novo no Brasil. Tentando não sufocar os partidos menores, caso possuam uma liderança jovem e a sigla não tenha representação em nenhum dos espaços de poder acima citados, é possível participar da série ainda assim. Para isso, basta formalizar um pedido a nossa redação pelo e-mail: estopim.online@gmail.com

 

A série especial de entrevistas Renovação Política tem como gancho o anseio da população por caras novas e apresenta alternativas a partir da capital do nosso estado. Fora coronéis! Fora homens brancos, velhos e ricos!

 

Na estreia da Série Renovação Política, Pedro de Assis Silvestre, do PP.

 

| A ENTREVISTA |

 

➤ Como despertou seu interesse por política?

 

Começou por causa da universidade. Fiz o curso de Administração Pública, na Udesc, que prepara jovens para serem servidores públicos. Fui o terceiro aluno do curso a sair candidato e o primeiro a conseguir êxito.

 

Os professores me cobraram a postura de me envolver na política, dizendo: “Pedrão, tu movimenta a faculdade com os projetos sociais, leva os alunos para limpar a praia, conhecer as comunidades carentes, entra para a política. Tens o feeling.

 

Depois disso, recebi convites de três partidos políticos, mas não aceitei nenhum, porque envolviam a questão financeira. A primeira conversa trouxe a questão financeira e eu desisti. No último dia que poderia me filiar a um partido, vi uma palestra do Partido Progressista (PP) na universidade e um professor Tavinho, meu maior incentivador, fez uma ponte com o presidente do partido e comigo. Ainda na UDESC, eu falei: “Não quero nada do partido, só quero poder ser candidato."

 

➤ Essa é justamente nossa segunda pergunta: como conheceu o partido que está vinculado atualmente?

 

Sim, foi dessa forma. Não foi por ideologia, nem porque representam o que eu quero, longe disso. Foi pela oportunidade de sair candidato e pela oportunidade que me deram de representar minhas ideias e ideais sem a necessidade de uma vinculação muito grande.

 

No meu material de campanha, eu não pedia voto para prefeito, nem divulgava a sigla do partido. Estava lá: Pedrão, o código da urna e as minhas propostas. Foi assim que saí candidato e entrei para a política.

 

➤ Você se considera alinhado à ideologia do seu partido?

 

Não. Em muitos casos já votei contrário ao partido. Um dos mais emblemáticos foi sobre o Plano Diretor e o aumento de IPTU, em Florianópolis, em 2014 e em 2015. Foram dois votos bem diferentes daquilo que o partido cobrava dos vereadores.

 

Considero que meu ideal é uma cidade melhor. Se um projeto tende a puxar para uma filosofia de esquerda, ou uma de direita, não importa. Se eu vejo que ele é bom para a nossa cidade, eu topo.

 

➤ O que o faz ter certeza que está com o grupo certo? Seu partido tem uma causa que também é a sua?

 

As pessoas que estão chegando no PP municipal ao longo desses últimos anos. Não considero o PP no nível estadual e nacional um exemplo a ser seguido, mas aqui no município tivemos bons gestores públicos, há pessoas muito qualificadas e uma galera muito jovem chegando. Isso me dá forças, ideias novas e ideias de cidade acima de ideias de partido. Isso me motiva a permanecer nesse grupo.

 

E também quando eu olho para o lado, vejo que todos os outros partidos possuem falhas. Então, trocar de um para outro, seria trocar seis por meia-dúzia. Prefiro ficar onde estou, porque está sendo construído algo bem bacana.

 

➤ Quais críticas você tem aos políticos expoentes do seu partido?

 

Hoje, no Brasil, temos um Paulo Maluf, que tem um estigma de corrupto e já foi comprovado que é corrupto e um Ciro Nogueira, outro corrupto, e presidente nacional do partido. Minha crítica é que as maiores lideranças nacionais do nosso partido são todas vinculadas a corrupção.

 

O que salva são os gestores de um passado aqui de Santa Catarina e de Florianópolis, que deixaram um legado de obras e resultados. Mas, em nível federal, o ponto negativo é essa questão da corrupção, que é evidente. Não tem como esquivar disso e não reconhecer.

 

➤ Você considera o atual sistema eleitoral corroído por práticas espúrias?

 

Eu acredito que o sistema eleitoral não, mas o próprio eleitor se corrompe. Boa parte dos eleitores, e isso já aconteceu comigo, quando pedimos o voto dizem: “olha, só vou votar em ti, se me der alguma coisa." Já pediram emprego, vaga em creche, telha, tijolo, jogo de camisa de futebol.

 

Não é o sistema que está corrompido, acho que nosso sistema eleitoral é bacana. O que precisa ser aperfeiçoado, como tudo na vida ao longo do tempo, é a consciência política da população.

 

O voto de um indivíduo é capaz de mudar o futuro de toda uma cidade, de todo um país.

 

➤ Cogita ou tem convicção de que será candidato nas eleições de 2018? Se a resposta for sim, qual cargo? Se a resposta for não, por quê?

 

Não cogito e nem tenho a convicção. Com essa votação que tive aqui em Florianópolis minha responsabilidade é bem grande e minha intenção principal é cumprir meu mandato como vereador.

 

Se as pessoas que me elegeram e a população da cidade pedirem que eu saia candidato em 2018, vou avaliar com a equipe, mas a princípio não cogito a hipótese, não.

 

O partido quer que eu saia, a eleição para deputado, como são menos candidatos na cidade, tem uma tendência de ampliar votação. Mas eu acho que preciso concluir as propostas feitas em campanha. Eu não consegui ainda. Se eu conseguir concluir tudo e aquela galera que me colocou aqui falar para eu sair candidato, vou estudar a possibilidade. Eu não ignoro a possibilidade, mas meu tesão maior é Floripa.

 

Agora, vamos listar alguns temas e sobre cada um deles, gostaríamos que você falasse a primeira coisa que vem a mente:

 

Política antidrogas

Necessário

 

Violência contra as mulheres

Horrível

 

Legalização da maconha

A se pensar

 

Racismo

Burrice

 

Mobilidade
Parada! ahahahahahahahhaa, aqui em Florianópolis, um caos. É o principal problema da cidade.

 

Corrupção

Inaceitável.

 

 

Fotos:

Marina Kremer/Gabinete do Vereador Pedrão

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