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Renovação Política entrevista Gabrielzinho

9 Jun 2017

 

Neste mês de junho, mapeamos, selecionamos e queremos apresentar ao eleitor de Florianópolis jovens e novas lideranças políticas que devem figurar nos santinhos das eleições previstas, até o momento, para 2018. Alguns dos personagens que entrevistamos já disputaram e até conquistaram a preferência do eleitor nas urnas, outros não obtiveram êxito na empreitada, mas acumularam capital político e não escondem suas ambições.

 

Ao longo do mês, exibiremos entrevistas com eles e elas, fazendo a todos o mesmo roteiro de perguntas. No intuito de ouvir representantes das mais diversas ideologias, além dos nomes que a redação do Estopim convidou, pediremos indicações a todos os partidos que possuem representação na Câmara de Vereadores de Florianópolis, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina e na Câmara dos Deputados.

 

Este recorte inicial prevê 15 entrevistas, mas não abrange a totalidade dos partidos existentes no país, até porque toda vez que você vai dormir, nasce um partido novo no Brasil. Tentando não sufocar os partidos menores, caso possuam uma liderança jovem e a sigla não tenha representação em nenhum dos espaços de poder acima citados, é possível participar da série ainda assim. Para isso, basta formalizar um pedido a nossa redação pelo e-mail: estopim.online@gmail.com

 

A série especial de entrevistas Renovação Política tem como gancho o anseio da população por caras novas e apresenta alternativas a partir da capital do nosso estado. Fora coronéis! Fora homens brancos, velhos e ricos!

 

Em continuidade a Série Renovação Política, Gabrielzinho, do PSB.

 

| A ENTREVISTA |

 

➤ Como despertou seu interesse por política?

 

Na verdade considero que estou no meio político desde 2003, quando comecei lá no Procon estadual, como estagiário e, portanto, já trabalhando no serviço público. Em 2010, eu comecei como assessor jurídico, em cargo comissionado, também no Procon estadual e, de lá para cá, passei a me envolver mais com a questão político-partidária mesmo, de construção do partido, de participação em campanhas.

 

Na eleição de 2012 eu apoiei a candidatura do Gui Pereira para vereador. Conseguimos, graças a Deus, fazer uma boa votação e ele foi eleito. Nesse mesmo ano também me convidaram para sair candidato, mas eu não tinha estrutura e nem vontade.

 

Em 2016 foi reafirmado esse convite por parte do Ronaldo Freire, que era o presidente municipal do PSB, e eu também estava meio receoso, mas os amigos diziam: “agora é o momento”, “O pessoal quer mudança.” Isso começou a me instigar e resolvi tentar. Mesmo com pouco recurso financeiro, mas com muita ajuda de amigos, e graças a Deus, acabou dando tudo certo.

 

➤ Como conheceu o partido que está vinculado atualmente?

 

Muito além do vínculo com o partido, tenho um vínculo muito forte com o atual presidente estadual, o Ronaldo Freire. Temos uma relação fora da política, ele é muito amigo do meu pai.

 

Em 2000 meu pai também foi candidato, no antigo PSL, e o presidente era o próprio Ronaldo. Mas o pai não quis ser mais candidato e, em 2016, acabei aceitando esse convite. Minha aproximação com o partido foi muito por causa do Ronaldo Freire e também por causa do Paulinho Bornhausen.

 

➤ Você se considera aliado com a ideologia do seu partido?

 

Existem duas correntes partidárias no PSB. Uma muito socialista, que é mais presente no Norte, Nordeste, onde o partido tem um viés muito mais socialista do que aqui na região Sul e nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.

 

Também temos essa tendência de votar muito mais com a população, com o povo, esse lado mais social, mas a gente não esquece das questões em que a cidade precisa evoluir. Temos um alinhamento em determinados pontos, em outros nem tanto.

 

O que for melhor para a cidade, nós apoiaremos, respeitando o crescimento da cidade que precisa de desenvolvimento com ações de inovação, de tecnologia, de turismo, de empreendedorismo, tudo isso a gente comunga, só que não necessariamente é um viés socialista. Então depende muito da situação.

 

➤ O que o faz ter certeza que está com o grupo certo? Seu partido tem uma causa que também é a sua?

 

O que me trouxe para o partido foi esse alinhamento e essa afinidade com o presidente estadual, o Ronaldo. Eu acho que estou no grupo certo, eu me senti bem, justamente por ter essa liberdade.

 

Hoje, tanto eu, quanto o vereador Bruno Souza, temos independência política. A gente não é da base do governo, mas também não faz aquela oposição apenas por oposição, onde nada funciona e nada presta. A gente avalia cada caso concreto, inclusive, muitas vezes, eu e o próprio Bruno acabamos divergindo.

 

Essa independência e essa liberdade me deixam muito a vontade no PSB. Isso é um dos atrativos que me fez ficar no partido, que me fez aceitar o projeto, além do fato de que estamos em franco crescimento. 

 

Em 2014, tínhamos poucos prefeitos e quase nenhum vereador. Hoje, estamos com 10 prefeitos, 9 vice-prefeitos, 95 vereadores, é um partido que está em ascensão e que está saindo pouco arranhado com esses escândalos da Lava Jato. Obviamente isso respinga em todos os partidos, mas a gente tem se prejudicado muito pouco.

 

 

➤ Quais críticas você tem aos políticos expoentes do seu partido?

 

Não temos tantas manchas a nível nacional nesses escândalos todos, mas existem alguns casos, como o do Fernando Bezerra, [ex-ministro do governo Dilma] que acabou sendo envolvido. Também teve o caso do vice-presidente nacional do partido, Márcio França, que também é vice-governador de São Paulo, que está sendo investigado por suspeita de fraude em licitações.

 

Essas situações acabam colocando os políticos em uma vala comum. A gente não comunga com essa velha política e, obviamente, não se deve fazer um pré-julgamento, ou uma condenação prévia. Que sejam investigados, processados e condenados, se for o caso. Nós, aqui, vamos seguir nosso projeto de busca e renovação com certeza.

 

➤ Você já possui experiência em eleições. Considera o atual sistema corroído por práticas espúrias?

 

Não sei se o sistema eleitoral é ruim. Acho que ele acaba prejudicando um pouco, porque beneficia, ou pelos menos beneficiava, quem tem muito mais poder econômico. Acho que a política, muitas vezes, é corrupta porque o povo se deixa corromper. Quando o povo troca seu voto por uma cesta básica, por 50 reais, por um benefício, a gente vê que realmente precisa de um choque de realidade. Infelizmente existe muito isso, mas é algo que pode estar mudando.

 

Essa nova geração, englobando também a minha, tem um senso crítico bem mais forte. Tem muita gente votando por convicção e não simplesmente por recursos, mas nas comunidades mais carentes ainda predomina a questão do assistencialismo. A gente recebe aqui no gabinete solicitação de vagas em creches, de cestas básicas, de reformas, que não é o nosso foco. Mantivemos como meta, desde o começo do mandato, que a função de vereador não é e nem deve ser assistencialista.

 

Se tiver um problema em determinado local da comunidade, pode contar com a gente, agora, resolver um problema pessoal, não é o foco, não é o objetivo. É nesse sentido que a gente trabalha e precisamos também da conscientização da própria população, que aos poucos vai melhorando.

 

Espero que, daqui para frente, melhore cada vez mais e, com isso, automaticamente vão desaparecendo os velhos políticos, que têm aquela prática de querer comprar todo mundo. Isso tende a ir mudando aos poucos, ainda é um processo lento, mas que está tendo resultado ao longo dos anos.

 

➤ Cogita ou tem convicção de que será candidato nas eleições de 2018? Se a resposta for sim, qual cargo? Se a resposta for não, por quê?

 

Boa pergunta. Na verdade, a gente ainda está amadurecendo essa questão. Coloquei meu nome à disposição do partido, mas ainda não é algo definitivo, ainda passaremos por convenções. Aqui no próprio gabinete temos posições favoráveis e contrárias, porque entramos agora no mandato e pode haver uma reação negativa se tentarmos logo em seguida como deputado.

 

Por outro lado, também pode acontecer uma reação positiva, porque a população está carente de novas lideranças, de novos políticos que possam representá-la não só no nível municipal, como também no estadual. É algo que estamos avaliando ainda, se caso o projeto amadurecer, o nome estará à disposição.

 

Apesar de 2018 estar aí, ainda é um pouco cedo, um pouco prematuro para se tomar qualquer tipo de decisão. Eu gosto de política. Tenho pretensão, sim, de ser candidato a deputado estadual. Não sei se agora em 2018, ou em 2022. A grande questão é avaliar os prós e os contras, verificar daqui para frente, alinhado ao projeto partidário, o que é melhor para a cidade, para o partido e todo mundo.

 

 

Agora, vamos listar alguns temas e sobre cada um deles, gostaria que você falasse a primeira palavra que vem a mente:

 

Racismo

Crime.

 

Política antidrogas

Fundamental.

 

Violência contra mulheres

Crime eu já falei, então: inaceitável.

 

Corrupção

Tudo aí leva ao crime. Vergonha, vergonhoso, inaceitável, abominável, nojento. Tudo de pior pode estar incluído em corrupção.

 

Mobilidade

Mobilidade ou falta de mobilidade? Esse tema merece uma soma de ações dos municípios da região metropolitana, um alinhamento de gestão. Tem que ser uma política pública de médio e longo prazo e não um problema de uma gestão, ou de um plano de governo, que em quatro anos não vai resolver nada.

 

Legalização da maconha

É um tema a ser discutido.

 

 

Fotos:

Édio Hélio Ramos/Câmara de Vereadores de Florianópolis

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