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Renovação Política entrevista Filipe Schmitz

26 Jun 2017

 

Neste mês de junho, mapeamos, selecionamos e queremos apresentar ao eleitor de Florianópolis jovens e novas lideranças políticas que devem figurar nos santinhos das eleições previstas, até o momento, para 2018. Alguns dos personagens que entrevistamos já disputaram e até conquistaram a preferência do eleitor nas urnas, outros não obtiveram êxito na empreitada, mas acumularam capital político e não escondem suas ambições.

 

Ao longo do mês, exibiremos entrevistas com eles e elas, fazendo a todos o mesmo roteiro de perguntas. No intuito de ouvir representantes das mais diversas ideologias, além dos nomes que a redação do Estopim convidou, pediremos indicações a todos os partidos que possuem representação na Câmara de Vereadores de Florianópolis, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina e na Câmara dos Deputados.

 

Este recorte inicial prevê 15 entrevistas, mas não abrange a totalidade dos partidos existentes no país, até porque toda vez que você vai dormir, nasce um partido novo no Brasil. Tentando não sufocar os partidos menores, caso possuam uma liderança jovem e a sigla não tenha representação em nenhum dos espaços de poder acima citados, é possível participar da série ainda assim. Para isso, basta formalizar um pedido a nossa redação pelo e-mail: estopim.online@gmail.com

 

A série especial de entrevistas Renovação Política tem como gancho o anseio da população por caras novas e apresenta alternativas a partir da capital do nosso estado. Fora coronéis! Fora homens brancos, velhos e ricos!

 

Em continuidade à Série Renovação Política, Filipe Schmitz, do PMDB.

 

| A ENTREVISTA |

 

➤ Como despertou seu interesse por política?

 

Na verdade este interesse veio naturalmente, qualifico o gosto pela política como apego às pessoas, à sociedade, estarmos preocupados com os rumos que o nosso município, estado ou país irão seguir, é se interessar politicamente, pois a cada passo teremos os resultados práticos na vida de cada cidadão. Desde o ensino fundamental eu já me colocava como um líder da nossa coletividade estudantil, como disse, por sentir prazer em ajudar e fazer a diferença.

 

➤ Como conheceu o partido que está vinculado atualmente?

 

Venho de um município pequeno em tamanho, em população, mas gigante em perspectivas de avanços e no quesito de desenvolvimento. Somos pouco mais de 7 mil eleitores, que até pouco tempo se dividiam claramente entre dois segmentos partidários, nada mais comum na vivência política dos nossos municípios catarinenses.

 

Minha família sempre foi militante do PMDB, minha avó foi a primeira mulher a ser eleita vereadora em Antônio Carlos, lá em 1996. Em minha vida, sempre acompanhei o excelente trabalho que este partido realizou ao longo de 20 anos consecutivos na administração municipal, foram estes os motivos que me fizeram conhecer e adentrar às cadeiras do PMDB.

 

A convite de então candidatos à prefeitura, em 2012, ainda com 15 anos, ajudei na coordenação da campanha, na parte da juventude, e ali me identifiquei por completo. Sou filiado desde 2013, quando, aos 16 anos, começamos a viver o partido.

 

➤ Você se considera alinhado à ideologia do seu partido?

 

Considero-me alinhado à ideologia do PMDB, aos seus princípios ao longo desses mais de 50 anos de história política. Entretanto, não posso deixar de mencionar a distância existente nos dias de hoje entre ideologia escrita e aplicada e isso se percebe praticamente em todos os partidos, pela diferenciação entre seus próprios integrantes, os interesses existentes, e principalmente com uma grande separação entre políticos e sociedade.

 

Esta crítica vale excepcionalmente ao partido a nível nacional. Já o nosso PMDB em Santa Catarina e sobretudo no meu município de Antônio Carlos considero verdadeiros agentes do povo, pois estamos sempre em contato com a comunidade, buscando os anseios da população.

 

➤ O que o faz ter certeza que está com o grupo certo? Seu partido tem uma causa que também é a sua?

 

É justamente o trabalho que realizamos por toda Santa Catarina que me traz essa certeza, a transformação efetivada pelo PMDB em Antônio Carlos sempre será motivo de orgulho.

 

➤ Quais críticas você tem aos políticos expoentes do seu partido?

 

São duas grandes críticas: a corrupção e o distanciamento da sociedade. Acredito que política se faz na rua e com a rua, ouvindo e construindo as mudanças necessárias e esperadas pelas coletividades, visando um Brasil mais justo, honesto e digno para se viver e dar orgulho a cada brasileiro e brasileira. Isso só será possível quando excluirmos a corrupção e os agentes corruptos da vida política nacional.

 

➤ Você já possui experiência em eleições? Considera o atual sistema corroído por práticas espúrias?

 

Sim, participei das eleições de 2016, sendo eleito o vereador mais jovem de Santa Catarina, aos 19 anos. Minha visão sobre a política com certeza se ampliou, venho dizendo que alguém só sente e conhece o peso de uma eleição quando se torna candidato.

 

O sistema tem sérios problemas sim, desde situações onde a própria legislação leva a inúmeras práticas ilegais, cidadãos que esperam os candidatos passarem para conseguirem aquela “ajudinha” costumeira e comum do sistema, até próprios concorrentes que utilizam do seu poderio econômico para vencer a eleição.

 

Falo com toda certeza, sentimento de alguém que já passou por uma eleição: existem mais motivos para comemorar do que para nos envergonhar da situação política/sistema. Temos, sim, muitas mudanças necessárias para realizar. Com toda convicção, a extinção de todo lixo existente na política dar-se-á no seio da gente brasileira. É da transformação moral que precisamos, da sociedade e dos políticos. Temos que diferenciar tudo o que há de ruim e o que é bom, sem seletividade partidária ou ideológica.

 

➤ Cogita ou tem convicção de que será candidato nas eleições de 2018? Se a resposta for sim, qual cargo? Se a resposta for não, por quê?

 

Deixarei no ar essa possibilidade. Existem convites, estamos avaliando, caso se confirme, deverá ser a deputado estadual, representando toda a juventude. Estaremos presentes no processo eleitoral de 2018, como candidato ou não, buscando o retorno do PMDB ao cargo de governador do estado.

 

Agora, vamos listar alguns temas e sobre cada um deles, gostaria que você falasse a primeira palavra ou um raciocínio bastante objetivo:

 

Política antidrogas

Inexistente, o que acontece é uma confusão entre política antidrogas e política criminal de exclusão social.

 

Violência contra as mulheres

Inaceitável.

 

Legalização da maconha

Necessidade.

 

Racismo

Retrocesso.

 

Mobilidade

Uma grande deficiência em nosso estado, sobretudo na grande Florianópolis.

 

Corrupção

Câncer de todas as sociedades.

 

 

Foto:

Arquivo pessoal Filipe Schmitz

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