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Para salvar nossa morada, a saída é coletiva

2 Sep 2019

Hoje é a estreia da minha coluna. Infelizmente, escolhi um tema nada novo, mas totalmente necessário. Diferentemente de textos mais acadêmicos, trago aqui um texto opinativo semelhante a um ensaio, então, não esperem o rigor dos artigos científicos.

 

O tema do momento: a destruição do nosso planeta. Sim, a ação humana e corporativista está acabando com o nosso lar. Diversas saídas são apresentadas: consumir menos plásticos, não usar canudos descartáveis, banir de uma vez as sacolas plásticas, se tornar vegano e por aí vai;

 

São saídas interessantes. Eu mesmo adotei quase todas - ainda sou um vegetariano em transição. Basta uma rápida pesquisa no Google que você verá um monte de empresas promovendo o famoso “capitalismo sustentável” e oferecendo produtos desde os seus belos copos sem nada de plástico, até pastas de dentes veganas, completamente orgânicas e sem nenhum resquício de teste em animais.

 

Bonitinho, mas ordinário

 

Esses produtos são lindos na aparência – principalmente com os filtros bonitos do Instagram –, mas não são suficientes. Vivemos em um sistema que polui em uma velocidade 10 vezes maior que a economia das sacolas plásticas desses ativistas. 

 

O desmatamento da nossa floresta está mais forte do que nunca e um dos principais motivos é para desenvolver pastos para a criação bovina e para o agronegócio. É correto defender que o veganismo é uma forma de subversão dessa prática destrutiva, mas somente ele não basta. É preciso ser subversivo a esse sistema e tentar não participar dele na medida do possível.

 

Claro, não sou ingênuo. Vivemos em uma sociedade capitalista. Ainda não é possível viver completamente fora dele. Mas podemos incentivar práticas que, dentro de suas limitações, incentivem a subversão por um viés antisistêmico: agricultura familiar, verdureiras locais que vendem produtos orgânicos, perfis veganos que divulgam receitas baratas… Isso é importante principalmente para os mais pobres, afinal, o que vão preferir? Um queijo de R$ 11,00 ou um tofu de R$ 35,00?

 

Habitantes do Planeta, uni-vos

 

Além disso, é preciso criar alternativas e formas de lutas para substituir esse sistema nefasto que vivemos, ou participar dos que já existem. Partidos políticos e grupos autônomos progressistas não faltam. 

 

Participem das manifestações que ocorrem pela cidade - exceto se todos estiverem com a camiseta da seleção brasileira de futebol. No mais, engajem-se! Confiar em empresas multinacionais capitalistas sustentáveis é o pior que podemos fazer. 

 

E também não caia no “vamos salvar o Planeta se cada um fizer a sua parte”. Essa é uma saída individualista. E o individualismo mata. A saída precisa ser coletiva!

 

 

Foto: Reprodução.

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