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Mato Seco em Florianópolis

16 May 2018

Sete amigos que se conheceram na época do colégio em São Caetano do Sul, iniciaram a trajetória da banda de reggae Mato Seco em 2002. De lá para cá, lançaram dois álbuns, emplacaram muitos sucessos e se consolidaram nacionalmente no cenário do reggae. Com a sintonia do grupo, eles passaram a se autodenominar uma família e viajam o Brasil, apresentando seus sucessos e interpretando verdadeiros hinos do reggae, em especial composições de Bob Marley, como no show do dia 10 de maio, em Florianópolis.

 

 

“O projeto Marley Experience foi concebido, antes de tudo, com muita dedicação. Há muito tempo a gente vem estudando, exercitando, fazendo laboratório, porque não é fácil fazer um Bob Marley e The Wailers ao pé da letra como é a nossa proposta. Mas, antes de tudo, tivemos muito trabalho, destinamos muito carinho e sentimos muita gratidão por esses caras terem feito e espalhado essa música maravilhosa pelo mundo”, explicou Rodrigo Picolo, vocalista do Mato Seco.

 

Integrada à família Mato Seco desde 2014, Anita Cabral participou da gravação do especial Marley Experience, tributo a Bob Marley e The Wailers gravado naquele mesmo ano. A aceitação do público foi tão positiva que o espetáculo foi incorporado à agenda de shows e, assim como Senhorita Paola, Anita faz os backing vocals na apresentação que já ocorreu em São Paulo, São Caetano e Campinas (SP), Crato (CE), Porto Alegre (RS) e agora em Florianópolis.

 

 

Eufórica com mais uma apresentação que agradou ao público, Anita elogiou a vibe e a energia que costuma sentir aqui na ilha. Ativista de movimentos políticos, afirma que, na realidade, é uma exceção em um Brasil desigual e racista.

 

“Sinto que represento muitas vozes que não são ouvidas. Não é a maioria das mulheres negras que consegue viajar e cantar. Fiz faculdade de música, mas não é todo mundo que consegue fazer curso superior. Sinto que eu tanto represento várias divas, como também sou uma dessas meninas que quer pagar suas contas", declarou.

 

 

Na última quinta-feira, os regueiros da ilha lotaram o John Bull, na Lagoa da Conceição, para acompanhar o tributo ao rei do reggae. A apresentação contempla 16 canções, como Redemption Song, que foi escolhida pelo público por meio de votação para completar o repertório.

 

“Essa canção marcou uma geração. Ela fala a língua do povo e o que muitos gostariam de falar. Então, acho que todo mundo se identifica por isso. É uma música muito poderosa e foi concebida em um momento mágico e sublime da carreira e vida do Bob Marley”, disse Rodrigo Picolo.

 

| O PRIMEIRO CONTATO COM BOB MARLEY |

 

Entre os fãs de reggae ele é unanimidade. Veja como Rodrigo Picolo, Mauro Perez Jr. e Anita Cabral descobriram Bob Marley.

 

Anita Cabral, backing vocal

 

“Conheço Bob desde a adolescência. Eu já cantava as backing, os arranjos de metais e já gostava de imitar a voz dele mesmo. Nem sei te falar precisamente quando percebi que já ouvia. Que eu me lembro, Bob está comigo desde sempre. Com 11, 12 anos eu já estava curtindo Marley e hoje, estou cantando. Isso é muito massa!”

 

Rodrigo Picolo, vocalista

 

“Conheci Bob Marley em casa, era uma coletânea de reggae que a minha irmã tinha. Eu ouvia todas as músicas, mas gostei muito de Try Me, uma bem antiga dele. Depois comecei a ouvir a coletânea inteira e comecei a gostar mais e, com o passar do tempo, a gente acabou entrando na banda e a nossa escola foi essa. Ninguém sabia tocar nada, mas Bob Marley e The Wailers era um gosto de todos.”

 

Mauro Peres Jr., percussionista

 

“Faz tempo que eu conheço o Bob Marley. Eu não vou entregar por causa da idade (risos), mas faz já faz um tempão. Eu sou um daqueles sete guerreiros malucos do início do Mato Seco. O reggae é coisa de formiguinha e a gente se desenvolveu na prática mesmo. Nós fomos aprendendo junto, quase uma brincadeira e foi se tornando uma coisa maior, maior, maior e maior.”

 

 

Fotos:

Bianca Taranti / Estopim Coletivo

Foto de Anita Cabral:

Aline Gambin

 

Revisão: Beatriz Rocha

 

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