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Maçã Podre, um pedacinho do Isnard Azevedo 2019

1 Nov 2019

 Maçã Podre, do argentino Alejandro Robino mostra o dia de um político corrupto. Foto: Sérgio Vignes

 

Estou em uma das mesas de bar da Av. Hercílio Luz, no Centro de Florianópolis. À minha esquerda, Gabriela Goulart, uma amiga que, no dia anterior, buscava alguém para assistir à apresentação de Maçã Podre com ela, às 19h no Teatro da Ubro, também no Centro. Ao lado da Gabi, Ricardo Goulart, um dos atores da peça, e embora os nomes indiquem isso, eles não são parentes, mas amigos de escola. Mais distante de mim e perto de Ricardo, sua diretora, Mariana Corale.

 

Todos os quatro estávamos, provavelmente, em êxtase. A peça mexe com a existência e perturba a plateia. Seu protagonista é um político corrupto e isso fica evidente logo no início. Diretora e ator pareciam preocupados. Segundo Mariana, o público costuma rir no primeiro ato.

 

Eu e Gabriela, em relação a peça, estávamos despreocupados, afinal, ela é a mais pura e necessária injeção de arte para o tempo que vivemos. Nossa questão era outra: como seguir firme, reeducar os filhos, voltar a sentir amor seguro por nossos pais, sem enxergar neles o ódio implantado em todos por aí?

 

Maçã Podre, um pedacinho do 24º Festival Isnard Azevedo, que começou em 8 de agosto e terminou em 29 de setembro, é uma peça que merece ainda mais público. A adaptação do argentino Alejandro Robino exibida no último dia 25 de setembro, no Teatro da Ubro, deve subir também ao CIC, ao Pedro Ivo!

 

Nesta última exibição, o ator Gustavo Bieberbach estava no papel de Raul Hernandes, o político. Eduardo Osório fez dois papéis: Gutiérrez, um de seus assessores trambiqueiros e Galego, seu amigo de infância. E Ricardo Goulart, que interpreta o amante do político. 

 

Este elenco deixou evidente que sim: A cultura deve responder aos desmandos dos nossos governantes, seja qual for o tamanho de seu poder. A seguir, confira uma entrevista em áudio com Mariana Corale, diretora da peça e outra com o ator Ricardo Goulart.

A seguir, ouça a entrevista com Mariana Corale

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A seguir, a entrevista com Ricardo Goulart

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

 

 

 

Fotos: Sérgio Vignes

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