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Entre esperanças e expectativas

24 Jan 2018

70 mil trabalhadores brasileiros pediram a absolvição de Lula em Porto Alegre

 

 

O ato político dos militantes petistas contrários a condenação do ex-presidente Lula, em Porto Alegre, nesta terça-feira, 23 de janeiro, véspera do julgamento, coloriu as ruas da capital gaúcha de vermelho, em especial a Esquina Democrática, no Centro da cidade. No perímetro de ruas capaz de apertar sua massa de 70 mil apoiadores e a imprensa brasileira e internacional, o ex-presidente discursou ao lado dos principais aliados políticos, como Dilma Rousseff, líderes dos movimentos sociais do Brasil, como Guilherme Boulos, além de senadores, governadores e deputados de diversos estados do país.

 

Um dia antes do julgamento que pode atrapalhar os planos petistas de lançar Lula a presidência em 2018, o ex-presidente recebeu a energia e confiança de uma massa de trabalhadores e apoiadores que bradam pela sua inocência e partilham um sentimento comum, tanto aos militantes que atuam na base do Partido dos Trabalhadores, como algumas das lideranças mais populares da sigla: esperança. Nesse caso, esperança de que Lula seja absolvido e possa concorrer às eleições de 2018.

 

Para todos eles, o único sinônimo possível para Justiça no julgamento que ocorre na quarta-feira, 24 de janeiro, no 4º Tribunal Regional Federal de Porto Alegre, é a absolvição. Segundo o ex-governador da Bahia, Jaques Wagner, Lula está tranquilo e firme em relação ao julgamento. Para Wagner, a justiça só pode condenar o ex-presidente com base em provas.

 

 

“A sentença é muito inconsistente. Há livros e livros escritos sobre isso. São três magistrados, eles têm obrigação de julgar segundo a lei e a lei condena com provas. Não vou fazer prognóstico, mas eu, pessoalmente, ainda acho que pode dar três a zero para o Lula. Por que não? Todos livros que li sobre a sentença apontam que ela é inconsistente. Não é uma sentença. É uma ficção para acusar alguém. Então, vamos aguardar”, ponderou Jaques Wagner, ex-governador da Bahia.

 

Na visão de outro ex-governador, Olívio Dutra, do Rio Grande do Sul, a Justiça em relação ao julgamento também só seria real em caso de absolvição.

 

 

“Eu, como qualquer cidadão e cidadã, tenho expectativa de que a justiça seja feita. O Poder Judiciário não pode decidir com preconceito nem abaixo e nem acima da lei. Nós queremos a democracia restabelecida e qualificada. Essa é a minha expectativa”, Olívio Dutra, ex-governador do Rio Grande do Sul.

 

A militância petista difunde que o ex-presidente sofre um processo de perseguição política e que o Judiciário atua mancomunado com outras forças oposicionistas para inviabilizar a candidatura Lulista em 2018.

 

“O que está em jogo é que tipo de eleição nós vamos ter. Não dá para ser uma eleição em que o Judiciário resolve caçar alguém no tapetão, em uma condenação ilegítima, tosca, sem nenhuma prova. Olha, a nossa a expectativa, evidentemente, é de que a justiça seja feita e a justiça ser feita é que uma condenação sem prova seja revertida e o Lula absolvido. Essa expectativa que nós temos”, Guilherme Boulos coordenador do MTST.

 

 

Para a militante Cajuh, da Juventude do PT da Bahia e do Coletivo Paratodos, também foi ela, a esperança, que moveu caravanas do seu estado e dos demais lugares do país para Porto Alegre.

 

 

“O que me fez estar no PT foram todos os projetos do partido. O que representaram os governos de Lula e Dilma foi o que me motivou a entrar no PT. A gente veio para cá, trazendo o povo de todo o Brasil, justamente pela defesa, tanto de o Lula ser candidato e, principalmente, porque isso tudo afeta a nossa democracia. Temos uma democracia muito nova, que nos foi tomada e viemos para cá com esperança de dias melhores”, disse Cajuh.

 

 

Fotos:

Bianca Taranti

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