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Depois do golpe, pauladas!

30 Jun 2017

Ato Fora Temer de 18 de maio 

 

A tomada das ruas, inflada pela insatisfação ao governo Temer, uma peste contagiosa que afeta imensa maioria dos brasileiros e até seus animais domésticos, é fundamental neste 30 de junho, dia de greve geral em todo país. Em Florianópolis, a barricada, às 6h, envolvendo trabalhadores, estudantes e movimentos sociais foi um esquenta vibrante e vitorioso. Mas o ato nas ruas, cuja concentração inicia às 15h no TICEN, necessitará de mais participação.

 

As forças do estado responderam a ação da manhã com seu peculiar modus operandi. Torrou dinheiro destinado à segurança pública, promovendo repressão, tirando sangue, causando dor e provocando mais fúria. É que toda vez que um manifestante é agredido pela polícia, a barrinha de ânimo dos revoltosos cresce e mais gente se une ao coro cada vez mais necessário que, solenemente, entoa: Fora Temer!

 

Michel Temer, um azarão no Planalto

 

Michel Temer ascendeu ao poder como um azarão. Escondido de baixo da saia de Dilma Rousseff em seu segundo mandato, herdou a faixa presidencial depois que o ex-deputado e presidente da Câmara, Eduardo Cunha, resolveu abrir e conduzir à aprovação o processo de impeachment contra Dilma.

 

Cunha, que controlava boa parte da corja que envergonha o parlamento, deturpando sua importante função social, encontra-se preso. Dilma, por sua vez, é uma personagem política apequenada, habitante de um bairro cujo nome parece irônico: Tristeza. E Temer, depois da consolidação do golpe, comanda a política nacional, desferindo inacabáveis pauladas nos trabalhadores e nas camadas mais populares do país.

 

A primeira grande investida contra direitos foi a Proposta de Emenda à Constituição 241/2016, que congela por 20 anos o avanço dos investimentos em áreas sociais, como saúde e educação. Se a realidade hoje é difícil para os municípios manterem seus compromissos para atender com dignidade a população, como em Florianópolis, onde creches e escolas tiveram suas linhas de telefone cortados e professores estão anos luz desvalorizados, daqui para frente, a tendência é mais sucateamento.

 

Na sequência, Temer e sua equipe de governo, aquela de homens brancos, velhos e ricos, envoltos em suspeitas de corrupção no âmbito da operação Lava Jato, idealizaram as reformas trabalhista e da previdência. A primeira tem retrocessos como a possibilidade de negociação entre patrões e trabalhadores prevalecer sobre aquilo que, atualmente, é garantido por lei. A segunda, entre outros retrocessos, distancia os brasileiros da aposentadoria, forçando-os ao pagamento dos planos privados, ou que trabalhem até morrer.

 

 

Foto:

Ramiro Furquim / Estopim Coletivo

 

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