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Cuidado, insalubridade

30 Mar 2017

ATENÇÃO: Local tomado por fedentina, repleto de micróbios e com muita, muita sujeira embaixo do tapete!

 

Um sujeito infeliz por receber críticas, sugestões e reclamações. Acredite, não estamos falando do atendente da sua empresa de telefonia, do taxista boa praça e nem mesmo do dono da bodega da sua esquina. Esse sujeito tem nome bonito e, em inglês, é um cargo essencial em muitas empresas. Cansou de ouvir a mãe dando pitaco na sua vida? Contrate um ombudsman e passe o contato dele para ela.

 

Em poucas palavras, ouvido de ombudsman é pinico, sim! E, no jornalismo, não é diferente. O ombudsman tem por incumbência defender o interesse do leitor diante dos eventuais deslizes da publicação. A atividade é exercida sempre por um profissional tarimbado e com autoridade para denunciar e criticar desvios das normativas do jornalismo. A iniciativa, infelizmente, não colou na imprensa brasileira e apenas a Folha de São Paulo e O Povo, do Ceará, ignoraram o mimimi alheio e abriram espaço à crítica aos seus erros em suas próprias páginas.

 

Errar é humano. Mas jornalistas não são humanos, portanto, não gozam deste benefício. Qualquer vírgula, aspa e título que utilizamos passa, ou deveria passar, por atenta análise dos editores, calorosas discussões internas e pelo senso crítico dos repórteres. Mesmo depois desse processo, as escolhas editoriais e a abordagem das reportagens podem não funcionar corretamente, acarretando imprecisões, distorções e outros probleminhas inerentes ao jornalismo.

 

Por tudo isso, consideramos a crítica de mídia mais uma garantia de que não desapontaremos o interesse daquele a quem servimos, ou seja, o leitor. O Estopim, ousado que é, abre suas entranhas possibilitando que alguém possa dizer que estamos falando ou produzindo merda em nossas páginas. Este espaço é, portanto, moradia do contraditório, da reivindicação. Uma zona com fio desencapado solto pelo chão. Ao entrar, atenção onde pisa, pode haver mais que alta voltagem e uma eventual merda ou outra também não será difícil de encontrar.

 

Repórter dos bons tempos do Jornal O Estado, professora irrequieta em uma universidadezinha de uma cidadezinha do Sul do Brasil, a jornalista Raquel Wandelli foi designada para o exercício desta nobre missão. Ela vai recolher, separar e catalogar as merdas produzidas pelo querido Estopim. Portanto, vamos de ombudswoman. Rufem os tambores e fight!

 

 

 

Foto:

Imagem de abertura manipulada
Imagem de fechamento, poxa! Sabe que a gente procurou, mas não achamos nada. 

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