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A quem servem as forças policiais?

17 Jul 2017

 

Há não muito tempo atrás, Florianópolis tinha guardas municipais orientando e organizando o trânsito nas portas dos colégios. Nas duas ou três últimas gestões municipais, entretanto, não se vê um só guarda ou policial nesta função. O que se verifica, diante dessa ausência em praticamente todos os bairros, é um show de infrações de trânsito.

 

Pais e mães de alunos estacionando em vagas destinadas a deficientes físicos e sobre a faixa de pedestres; motoristas de vans escolares trancando as entradas de garagens de edifícios e alunos que desconhecem a obrigação de atravessar uma rua em cima da faixa de pedestres.

 

Há casos extremos, de pais ou vans que trancam toda uma rua por muitos minutos, formando filas homéricas apenas para buscar a criança ou adolescente na porta da escola. A Prefeitura de Florianópolis deveria se mexer e colocar guardas municipais para fiscalizar e orientar o trânsito em horários de pico.

 

Ausente e omissa na segurança escolar, a PMF prefere destacar o efetivo da Guarda Municipal às funções que considera mais úteis, como a inaceitável repressão ao movimento de greve dos trabalhadores da Comcap, que além dos guardas municipais contou com o aparato repressor da Polícia Militar de Santa Catarina, esta comandada pelo governo do Estado.

 

Tamanho aparato policial impediu que os maiores interessados na votação da transformação da Comcap em autarquia pudessem acompanhar os desdobramentos da matéria na Câmara dos Vereadores. Um sinal de que eles não estão interessados em saber o que os maiores impactados com a mudança pensam sobre ela.

 

É lamentável ver as autoridades escondidas atrás da força policial para impor seus interesses políticos. Mais grave ainda o fato de colocarem servidores públicos uns contra os outros, ainda mais quando um deles dispõe apenas da garganta e valentia para defender direitos e emprego, como no caso dos garis e margaridas, enquanto outra parte possui armamento repressivo.

 

Educação e consciência também ajudam

 

Pais e mães tentam educar seus filhos diariamente pensando num mundo melhor, mas se esquecem que a melhor forma de educar seus filhos é a partir do exemplo. Nesse caso das infrações em portas de escolas há omissão do poder público em fiscalizar, mas também há falta de consciência, educação e cidadania por parte dos motoristas, sejam eles pais e mães de alunos ou motoristas de ônibus e vans escolares. Que exemplo estão dando para as crianças e adolescentes?

 

Péssimas condições no transporte coletivo da Grande Florianópolis

 

Pontos de ônibus danificados em Florianópolis são assunto recorrente na Coluna da Zona. Mas ao ponto em que estão hoje certos abrigos de ônibus na cidade é novidade: alguns deles chegam a ameaçar a segurança dos usuários de transporte coletivo, com pedaços de acrílico, plástico e ferros entortados ou balançando sobre a cabeça das pessoas.  

 

Passamos da fase de reclamar de goteiras nos pontos de ônibus em dias de chuva. Hoje o buraco é mais embaixo! O descaso é uma evidência para outro problema: o transporte coletivo não é prioridade dos gestores públicos da capital há décadas. Conforto e segurança ao usuário na prestação do serviço, por quê? Assim nem o articulado da Jotur aguenta.

 

Rosto novo, velhas práticas?!

 

O Estopim fez ao longo desse último mês uma série de entrevistas com jovens de diversas orientações partidárias, pensando em apresentar novos rostos – ou rostos novos – ao (e)leitor catarinense. A Coluna da Zona vê nomes promissores dentre os entrevistados, mas entende que de nada adianta votar nos próximos pleitos em cabeças jovens com velhos hábitos e ligados (submersos) às velhas práticas políticas.  É preciso que o eleitor e a eleitora analisem se seu candidato ou candidata não tem esse perfil, sob pena de fazer com que a política no Brasil continue no mesmo patamar que vemos hoje.

 

 

Foto:

Raquel Wandelli

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