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9 tragédias no Brasil em 2019 comprovam que não está fácil!

15 Nov 2019

Estamos no dia da Proclamação da República e, 130 anos depois, inúmeras tragédias no Brasil indicam que não 'tá' fácil. Antes de falar sobre elas, cabe lembrar que, em 15 de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca traiu um aliado muito antes de Michel Temer pensar em nascer. Defensor declarado da Monarquia, Deodoro liderou um golpe contra o Imperador D. Pedro II.

 

Neste 2019, por força da natureza, por incompetência ou maldade humana, diversas tragédias no Brasil paralisaram o país. São provas cabais de que algo está muito errado. Veja a seguir!

 

Atenção, esse texto contém muitos feridos e pelo menos 302 mortos.

 

Tragédias no Brasil em 2019

 

Rompimento da barragem de Brumadinho

Em 14 de novembro, a 254ª vítima fatal do rompimento da barragem de Brumadinho, da empresa Vale, foi encontrada. O desastre, que ocorreu em 25 de janeiro de 2019, mostrou que nada aprendemos com Mariana, outra tragédia no Brasil em 2015.

 

A busca por corpos soterrados em Brumadinho continua e, até o momento, 395 pessoas foram encontradas e 16 permanecem desaparecidas há quase dez meses.

 
Incêndio na base do Flamengo
Jogadores que se destacaram na Europa compõem o time principal do Flamengo, finalista da Libertadores e líder do brasileirão, em 2019, faltando 5 rodadas para o fim do campeonato.

 

Mas, na madrugada de 8 de fevereiro, a negligência do Flamengo com jovens jogadores foi uma das tragédias no Brasil em 2019 com proporções letais. O incêndio no alojamento do Ninho do Urubu matou dez e feriu três garotos da base flamenguista.

 

Nove meses depois, os familiares das vítimas lutam por indenizações, enquanto o time principal gastou milhões em contratações e arrecadou milhões em bilheteria.

 
Morte de Ricardo Boechat

Era manhã de uma segunda-feira, 11 de fevereiro, quando o helicóptero que levava o jornalista Ricardo Boechat caiu em cima de um caminhão em São Paulo. Um dos melhores jornalistas em atividade no país morreu em 2019, deixando um legado de coerência e senso crítico.

 

Nascido na Argentina, mas com naturalidade brasileira, Boechat completaria 50 anos de jornalismo na próxima década. No currículo, grandes veículos da imprensa nacional: O Globo, O Dia, O Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil, TV Globo, SBT e Bandeirantes. 

 

Boechat ganhou três vezes o prêmio Esso e é o maior vencedor do Prêmio Comunique-se. No acidente, o piloto Ronaldo Quattrucci também morreu.

 

Atentado na escola de Suzano

Em 13 de março, uma das mais chocantes tragédias no Brasil somou dez mortos. O massacre de Suzano foi praticado por um adolescente de 17 e um jovem de 25 anos, no colégio estadual professor Raul Brasil, onde ambos estudaram.

 

No episódio, Guilherme Taucci Monteiro e Luiz Henrique de Castro mataram cinco alunos e duas funcionárias. Eles tinham arma de fogo, dispositivos para recarregamento rápido, uma besta, um arco e flecha e uma machadinha.

 

Antes de entrar na escola, eles mataram o tio de Guilherme no trabalho. Após a barbárie, Guilherme matou seu comparsa e, depois, cometeu suicídio.

 

Mortes de crianças na guerra contra o crime

A primeira criança - de que se tem notícia - a morrer por "bala perdida" foi Jenifer Gomes, 11 anos, em 14 de fevereiro. Proprietária de um bar, a mãe de Jenifer disse que a filha estava brincando na porta e que policiais chegaram atirando e acertaram a menina.

 

Em março, Kauan Peixoto, 12 anos, também foi morto em ação da PM. Em maio, Kauã Rozário, 11 anos, e, em setembro, Kauê Ribeiro dos Santos, 12 anos. 

 

As meninas Ágatha Felix, 8 anos, morta em setembro, em uma Kombi com o Avô, e Ketellen Gomes, 5 anos, morta em novembro, fecham essa dramática lista de tragédias no Brasil. Balas perdidas? Até quando?

 
Incêndio no Hospital Badim

O incêndio no Hospital de Badim, em 12 de setembro, causou a morte de 20 pessoas, a última delas um idoso de 88 anos, que morreu no Hospital Israelita Albert Sabin em 21 de outubro.

 

Segundo informações da direção do hospital Badim, 124 pacientes e acompanhantes se envolveram na tragédia. A maioria das mortes foi por inalação de fumaça, outros por que seus aparelhos foram desligados.

 

Desmatamento e queimadas na Amazônia

As tragédias ambientais no Brasil podem ser consideradas comuns. Certos fenômenos, realmente, são naturais. No entanto muitos dos incêndios de 2019 na Amazônia ocorreram a partir do desmatamento.

 

Segundo estimativa do MAAP, que monitora a Amazônia andina, 125 mil hectares, ou seja, 172 mil campos de futebol foram desmatados e queimados em 2019.

 

Queimadas são criminosas e devem ser coibidas. Quando se trata da Amazônia, então, o cuidado deveria ser redobrado, mas as autoridades brasileiras, em especial o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, mostram despreparo diante do problema. Bolsonaro, por exemplo, sem prova nenhuma, disse que os incêndios foram provocados por ONGs.

 

Derramamento de óleo no litoral brasileiro

O derramamento de óleo começou nas praias do Sergipe e Paraíba no final de agosto. Mas como o problema foi ignorado pelas autoridades, o vazamento de óleo se alastrou, chegando a 546 localidades no Nordeste e, mais recentemente, no Sudeste, em praias do Espírito Santo. 

 

Além dos prejuízos ao meio ambiente, como a morte de 95 animais, essa é uma das tragédias no Brasil com danos irreparáveis e outro exemplo notório da incompetência do governo Bolsonaro. Em vez de trabalhar para solucionar o problema, o ministro Ricardo Salles insinuou no seu Twitter que o navio Esperanza, do Greenpeace, poderia ter derramado o óleo.

 
Posse de Bolsonaro

E uma das piores tragédias no Brasil em 2019 começou em 2018. Jair Bolsonaro foi eleito presidente em 28 de outubro, derrotando Fernando Haddad no 2° turno, e tomou posse em 1° de Janeiro de 2019.

 

Depois de formar um ministério com muitos militares, pedir desculpas inúmeras vezes pelas besteiras dos filhos, como quando Eduardo sugeriu um novo AI-5, e de rachar o partido que o ajudou na eleição, Bolsonaro pretende deixar o PSL.

 

Deveria mesmo deixar a presidência, mas ao que tudo indica, vai criar mais um partido, o 33° no Brasil, e a 9ª sigla da sua carreira política. O seu governo tem, no mínimo, mais três anos e resta-nos torcer para que as tragédias no Brasil terminem aqui.

 

 

 

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