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Previdência: reforma ou extinção?

4 Apr 2017

A Coluna da Zona completa cinco anos e volta repaginada na reestreia do Estopim, desta vez Coletivo e não mais Periódico. É que a turma do Estopa acha coletivo mais gostoso, mas se for coletivo e periódico, fica mais picante ainda e, como não poderia deixar de ser, o assunto que abre a Zona desta semana é a reforma da previdência. Reforma não, porque reforma seria se fosse possível vislumbrar algum tipo de melhoria aos trabalhadores. O que se observa na proposta da PEC 287/2016 é uma verdadeira suruba com a previdência, usando termos que combinam mais aqui com a Zona estopiniana.

 

Não há motivo algum para o cidadão comum ser favorável à proposta. Falta estudo técnico profundo e responsável acerca dos seus impactos. O ritmo que o governo Temer (governo?) quer dar à tramitação da matéria denota que o povo merece desconfiar das verdadeiras intenções do presidente.

 

Imaginemos um caso hipotético, de uma trabalhadora rural que inicia sua atividade laboral aos 16 anos, tem três ou quatro filhos (com toda a alegria da maternidade que essa trabalhadora possa sentir, mas também o cansaço da dupla e tripla jornada da sociedade machista onde ainda vivemos) e se vê obrigada a se aposentar apenas aos 65 anos. E o pior, quando receber a aposentadoria, ganhará apenas um salário mínimo.

 

É uma verdadeira desumanidade! É a violação da própria Constituição Federal, já que na teoria, deveria ser vedado qualquer retrocesso social.

 

O objetivo claro do governo é a extinção da previdência social e a migração para a previdência privada. É a privatização da previdência. Como solução, Temer poderia pensar na exclusão da Desvinculação de Receitas da União (DRU), ou até mesmo na cobrança das grandes empresas devedoras, que contribuem muito com o tal “rombo” da previdência – se é que existe rombo, argumento bastante questionável por juristas e economistas.

 

Só a pressão popular é capaz de frear essa violência contra todos os cidadãos. Quem for passivo, neste caso, levará na bunda e não poderá reclamar.

 

Não fode, pô!

Pelo menos em três dias da semana passada, em horários de pico, funcionários da Comcap trancaram uma pista da Avenida Beira Mar Norte para realizar o corte de grama. Nada contra os trabalhadores da Comcap, que apenas cumprem ordens e desempenham seu trabalho com excelência. Mas quem determinou trancar uma das pistas da Beira Mar a partir das 8h da manhã ou no horário entre 17h e 18h, com certeza não faz ideia do caos que se transforma a avenida com uma pista fechada. Prefeitura e Comcap precisam repensar essa ação.

 

Rapidinhas na Zona:

  • Celesc recebe reconhecimento do Global Child Forum, nesta terça-feira (4), em São Paulo, por conta do trabalho que a empresa desempenha na proteção à infância. Uma concessionária de energia se empenhando na defesa dos direitos da criança e do adolescente é admirável. Evento conta com a presença dos reis da Suécia e de Michel Temer.

  • Novos shoppings nos Ingleses e em Jurerê Internacional. Aeroclube em novo condomínio de casas em Ratones. Alguém já se perguntou para onde vai o esgoto destes novos e grandiosos empreendimentos no Norte da Ilha?

 

 

Ilustração:

Dan Witz

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